Ode à Roland Garros

Depois de um fim de semana de muito trabalho, atrasei um post que queria fazer em homenagem ao, na minha opinião, maior torneio de tênis do mundo. Sim, Wimbledon é demais, tradicional, um templo do esporte. Mas o charme de Roland Garros é invencível.

Aprendi a gostar de Roland Garros graças ao Guga e à ESPN. Lembro muito bem da minha adolescência. Nessa época, minha única responsabilidade era manter um bom nível das minhas notas no colégio, o que conseguia quase sempre. Com tempo de sobra para fazer o que quisesse, durante o fim de maio e começo de junho, dedicava minhas manhãs livres (quando saía cedo da escola) e tardes a Roland Garros.

Torcida fanática pelo Guga, Fernando Meligeni e outros brasileiros, também ficava grudado na TV para ver os outros jogos. O Grand Slam da França é capaz de trazer jogos fantásticos, dramáticos, com reviravoltas. Derrotas históricas de grandes favoritos. Imaginem, Pete Sampras e Roger Federer nunca foram campeões lá.

Adoro Roland Garros. Acordo cedo sem nenhum problema para acompanhar. Lembro de muitos jogos que vi do Guga lá. As vitórias contra o Yevgeny Kafelnikov,  as semifinais em 2000 e 2001 contra o Juan Carlos Ferrero… porém, a partida mais dramática dele, contra o americano Michael Russell pelas oitavas-de-final de 2001, eu não vi: acordei muito tarde naquele domingo (lembro bem, era um domingo). Não sofri, pelo menos.

Mas também lembro da campanha fantástica do Fininho, muito bem relatada no livro dele com o André Kfouri, “Aqui tem”, que estou lendo no momento e me incentivou a fazer esse post. Vi todos os jogos dele naquele ano. A vitória mais sensacional dele foi contra o Patrick Rafter, pelas oitavas-de-final de 1999.

De todos os anos, o mais simbólico, para mim, foi 2004. Guga, já com problemas físicos, fez sua última grande campanha nesse ano. Passou razoavelmente pelas duas primeiras rodadas. Na terceira, pegou Roger Federer, que já era número 1 do mundo, muito acima dos outros. Esperava-se uma vitória até tranquila do suíço. E o Guga simplesmente detonou o Federer, passou por cima com um 3 a 0. Na minha opinião, foi o maior triunfo do Guga em toda a sua história em Roland Garros.

Ele poderia levar o tetra em 2004, ficou nas quartas-de-final em uma partida complicadíssima contra o David Nalbandian. Foi 3 a 1, mas o Guga tinha o quarto set nas mãos. O argentino tava morto fisicamente, se aquele jogo  fosse pro tie-break, tenho certeza de que o Guga levava. Mas não deu.

Bem, Roland Garros é demais. Vou tentar acompanhar e dar minha opiniões a cada dia. À bientôt!

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Arquivado em Roland Garros, Tênis

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