Dou risada quando as pessoas vêm para mim e perguntam: “Vai fazer o quê no feriado?”. Como se não soubessem da minha profissão. Pior que têm amigos e amigas da faculdade que fazem a mesma pergunta. Como se não sofressem do mesmo mal.
Não sei o que é um feriado há três anos. Poderia ser quatro, já que trampava em 2005, mas era um estágio molezinha, fazia uns corres e chegava a aproveitar muitos feriados. Depois que entrei na Globo, acabou. Feriado virou artigo de luxo. Aproveito quando dou a sorte de uma folga cair exatamente no mesmo dia. Lembro de uma palestra do Paulo Cesar Vasconcellos, chefe de redação do SporTV, avisando que era para a gente (os estagiários) se preparar, porque nossos sábados, domingos e feriados iriam para o vinagre.
Bem, até que conseguimos alguns sábados e domingos. Mas feriado e feriadão, necas. Isso se torna tão foda que chego até a esquecer que tal dia é feriado. Foi assim agora com o Corpus Christi. Eu esqueci completamente que tínhamos um feriadão nessa semana.
Só lembrei quando veio um amigo, com a melhor das boas-vontades, mas, ao mesmo tempo, enchendo-me de sofrimento, perguntando: “Vai fazer o quê no feriado?”.
Ah, respondendo, eu vou trabalhar em três dos quatro dias do feriadão. Delícia!