MJ não deveria parar enquanto não fosse suficiente

Estou atrasado nesse assunto, então vou ser objetivo.

Don’t stop ‘til get enough. Esse é o nome de uma das minhas músicas favoritas do MJ. Não pare enquanto não for suficiente.

Ainda não era suficiente. Se o destino fosse justo, deixava-o fazer, ao menos, mais um show. A despedida. A saída por cima. Para relembrar quem já sabia e mostrar a quem não conhecia que ele era o maior artista pop de todos os tempos.

Por mais que sua obra seja rica e eterna, ficou a imagem final, do cara estranho, em decadência, destacado mais pelas excentricidades do que por seu trabalho fantástico.

A ironia é que a morte trouxe o mito MJ de volta. Voltou a dominar as paradas de sucessos. Roubou todas as posições entre os dez álbuns mais vendidos no momento. Voltou a ser o que era.

Mas mesmo assim… don’t stop ‘til get enough. Faltou um show. Uma última performance. Para sair de cena da maneira que merecia. Assim como fizeram outros reis, como Pelé e Michael Jordan.

E numa visão mais egoísta… vai ficar essa lacuna na minha vida musical. Nunca vi MJ ao vivo. E nem vou ver. Sorte do meu irmão, que viu isso aqui no Morumbi, em 1993:

Valeu, Michael. Eu prometo que não vou parar enquanto não for suficiente.

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Arquivado em Geral, Música

Vai fazer o quê no feriado? Espera aí, é feriado?!?!

Dou risada quando as pessoas vêm para mim e perguntam: “Vai fazer o quê no feriado?”. Como se não soubessem da minha profissão. Pior que têm amigos e amigas da faculdade que fazem a mesma pergunta. Como se não sofressem do mesmo mal.

Não sei o que é um feriado há três anos. Poderia ser quatro, já que trampava em 2005, mas era um estágio molezinha, fazia uns corres e chegava a aproveitar muitos feriados. Depois que entrei na Globo, acabou. Feriado virou artigo de luxo. Aproveito quando dou a sorte de uma folga cair exatamente no mesmo dia. Lembro de uma palestra do Paulo Cesar Vasconcellos, chefe de redação do SporTV, avisando que era para a gente (os estagiários) se preparar, porque nossos sábados, domingos e feriados iriam para o vinagre.

Bem, até que conseguimos alguns sábados e domingos. Mas feriado e feriadão, necas. Isso se torna tão foda que chego até a esquecer que tal dia é feriado. Foi assim agora com o Corpus Christi. Eu esqueci completamente que tínhamos um feriadão nessa semana.

Só lembrei quando veio um amigo, com a melhor das boas-vontades, mas, ao mesmo tempo, enchendo-me de sofrimento, perguntando: “Vai fazer o quê no feriado?”.

Ah, respondendo, eu vou trabalhar em três dos quatro dias do feriadão. Delícia!

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Arquivado em Geral, Jornalismo

Ode à Roland Garros

Depois de um fim de semana de muito trabalho, atrasei um post que queria fazer em homenagem ao, na minha opinião, maior torneio de tênis do mundo. Sim, Wimbledon é demais, tradicional, um templo do esporte. Mas o charme de Roland Garros é invencível.

Aprendi a gostar de Roland Garros graças ao Guga e à ESPN. Lembro muito bem da minha adolescência. Nessa época, minha única responsabilidade era manter um bom nível das minhas notas no colégio, o que conseguia quase sempre. Com tempo de sobra para fazer o que quisesse, durante o fim de maio e começo de junho, dedicava minhas manhãs livres (quando saía cedo da escola) e tardes a Roland Garros.

Torcida fanática pelo Guga, Fernando Meligeni e outros brasileiros, também ficava grudado na TV para ver os outros jogos. O Grand Slam da França é capaz de trazer jogos fantásticos, dramáticos, com reviravoltas. Derrotas históricas de grandes favoritos. Imaginem, Pete Sampras e Roger Federer nunca foram campeões lá.

Adoro Roland Garros. Acordo cedo sem nenhum problema para acompanhar. Lembro de muitos jogos que vi do Guga lá. As vitórias contra o Yevgeny Kafelnikov,  as semifinais em 2000 e 2001 contra o Juan Carlos Ferrero… porém, a partida mais dramática dele, contra o americano Michael Russell pelas oitavas-de-final de 2001, eu não vi: acordei muito tarde naquele domingo (lembro bem, era um domingo). Não sofri, pelo menos.

Mas também lembro da campanha fantástica do Fininho, muito bem relatada no livro dele com o André Kfouri, “Aqui tem”, que estou lendo no momento e me incentivou a fazer esse post. Vi todos os jogos dele naquele ano. A vitória mais sensacional dele foi contra o Patrick Rafter, pelas oitavas-de-final de 1999.

De todos os anos, o mais simbólico, para mim, foi 2004. Guga, já com problemas físicos, fez sua última grande campanha nesse ano. Passou razoavelmente pelas duas primeiras rodadas. Na terceira, pegou Roger Federer, que já era número 1 do mundo, muito acima dos outros. Esperava-se uma vitória até tranquila do suíço. E o Guga simplesmente detonou o Federer, passou por cima com um 3 a 0. Na minha opinião, foi o maior triunfo do Guga em toda a sua história em Roland Garros.

Ele poderia levar o tetra em 2004, ficou nas quartas-de-final em uma partida complicadíssima contra o David Nalbandian. Foi 3 a 1, mas o Guga tinha o quarto set nas mãos. O argentino tava morto fisicamente, se aquele jogo  fosse pro tie-break, tenho certeza de que o Guga levava. Mas não deu.

Bem, Roland Garros é demais. Vou tentar acompanhar e dar minha opiniões a cada dia. À bientôt!

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Arquivado em Roland Garros, Tênis

O cara que tem permissão para fazer covers do U2

Ainda bem que a semana passada é passada. Segue o jogo, segue a vida.

Quero falar sobre U2. Sou um fã muito chato. Tenho a arrogante opinião de que as músicas deles são imaculadas. Ninguém deve fazer covers delas para não destruírem as obras originais. Eles são muito bons, é muito díficil chegar ao nível deles, para que copiá-los? Bem, sempre achei isso.

Até ver uns vídeos de um cara tocando músicas do U2 no piano. O cara simplesmente humilha. E tem a minha permissão para fazer quantos covers que quiser.

O vídeo abaixo é de um cover dele de City Of Blinding Lights. Só uma amostra do que o cara, que não sei ainda o nome, faz. Tem muito mais de onde veio essa.

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Arquivado em Geral, Música, U2

Planos furados

Têm certas horas que a vida é muito infeliz. Depois de planejar essa semana com antecedência, graças a duas folgas em dias que são propícios a descanso, uma merda que acontece e, zás, lá se foi todo o planejamento. Perdi tempo, dinheiro, físico e outros mais.

É a prova de que nem sempre é possível estar um passo à frente. Como diz um amigo meu, agora é seguir com a vida!

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Que sono!

Nossa, deixa eu tirar as teias de aranha daqui…

É, dou essas paradas de vez em quando. Amanda Roldan, seguidora nº1 do blog, que o diga. É que é foda ser jornalista do Grande Prêmio ou de qualquer site de automobilismo. Essas provas na Ásia são de matar qualquer um… de sono. Passar o fim de semana inteiro trabalhando de madrugada é uma experiência incomum. É a minha única oportunidade de ver a missa do Marcelo Rossi na Globo. Porque chega uma hora que você tá tão cansado que não tem nem força para trocar de canal – nada contra o digníssimo padre-cantor (tem hífen?).

Agora, tenho de admitir: o tempo passa mais rápido quando se trabalha de madrugada. Não sei por quê. Talvez porque não tenhamos o costume de estarmos acordados a essa hora. Mesmo assim, de madrugada, eu prefiro dormir. Ou sair.

E hoje, dia 23 de abril, começa mais um fim de semana com Comando da Madrugada. Graças ao fabuloso GP do Japão de MotoGP. Até curto MotoGP, mas nada me deixa satisfeito quando tenho de trabalhar após a meia-noite.

Em tempo: falei que seria setorista da Stock Car. Não vou mais. Questões logísticas. Digo que não perdi noites de sono por causa disso. Sono perdido, só pela F1 e afins.

Adendo: tô a fim de começar de me integrar ao Twitter. Quero ver se essa bagaça é legal, mesmo.

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Arquivado em Automobilismo, Geral, Grande Prêmio, Jornalismo

A partida mais mentirosa da história do futebol

Cheguei em casa por volta das 18h. Meu pai estava na portaria. Ele e o porteiro do prédio em que moro conversavam. Ouvi meu pai falar algo relativo a seis. Aproximei-me, e ele me lançou: “A Bolívia está ganhando de 6 da Argentina. Tá 6 a 1”. Na hora, retruquei: “Tá bom, você tá me zuando. Seis a um para a Argentina, né?”. “Não, é 6 para Bolívia, mesmo”, voltou a afirmar o meu pai. Primeiro de abril? Não, para de mentir. Subi, liguei a TV e continuei não acreditando.

Olha, esse resultado só poderia acontecer mesmo em um dia 1º de abril. Não há verdade em um jogo entre Bolívia e Argentina que termina 6 a 1 para a seleção do Evo. Essa partida foi uma mentira.

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